Zão
Dir-me-ão se não é uma situação tão caricata
É o fim, e a mim, estar assim, mal do rim, enfim, quase mata
Meu amor é a dor deste choro de amor qual suor desidrata
É um jeito no peito desfeito que contrafeito aceito, gata
Aliás dir-me-ás se és capaz de ir atrás ver que estás sendo assaz insensata
Situação caricata como nó de gravata que não ata nem desata
Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam, instigam e picam e ficam com dor de cotovelo
Zao zao zao quero ver-te
Zao zao zao quero ter-te
Zao zao zao quero dar-te
Zao zao zao obter-te, zão
É um mal tão fatal, de tal modo infernal, tal e qual o de Dantes
Rocambolesco, dantesco, pior que Ceausescu é a UNESCO que garante
Berbicacho sem tacho nem pacho, golpe baixo, que eu acho irritante
O que sinto, não minto, só finto ao quinto absinto com espumante
Perco a fé, marcha a ré, mas prá frente é que é já diz Che, El Comandante
Dir-me-ão se não é uma situação desconcertante
Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam, instigam e picam e ficam com dor de cotovelo
Zao zao zao quero ver-te
Zao zao zao quero ter-te
Zao zao zao quero dar-te
Zao zao zao obter-te
Não vai servir resistir vais ouvir repetir um zunir incessante
Meu pedido sentido repetido ao ouvido como altifalante
Podes fugir ir e vir a Alcácer Quibir, nada que te adiante
Ter mais desdém que ninguém aquém e além ousou antes
Será dado este ousado recado em todo o lado que é mais forte e pesado que elefante
É assim que no fim voltarás para mim e não há querubim que não cante
Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam, instigam e picam e ficam com dor de cotovelo
Zao zao zao quero ver-te
Zao zao zao quero ter-te
Zao zao zao quero dar-te
Zao zao zao obter-te
Letra e música : Miguel AJ
Voz: Azeitonas
Coros: AJ e MARLON
Guitarras, Baixo: AJ
Órgão FARFISA: João Salcedo
Percussão: Luís Jardim

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